quinta-feira, 26 de julho de 2007

prisão integrante mafia calabresa

Os carabinieri italianos capturaram, anteontem à noite, um importante chefe da máfia calabresa, Giuseppe Bellocco, que integrava a lista dos 30 fugitivos mais perigosos de Itália.Bellocco, 59 anos, era procurado desde 1997, acusado de homicídio, associação criminosa e tráfico de droga. A máfia calabresa é considerada, por alguns especialistas, como a mais poderosa das organizações criminosas italianas, especialmente por causa do tráfico de cocaína, do qual tem quase o monopólio na Europa.Implantada no sul de Itália, espalhou-se para outros países, como Espanha e Alemanha, e também possui ramificações na Colômbia, no Canadá e na Austrália. Entretanto, a polícia italiana desencadeou, ontem, uma vasta operação na região de Bari, a sudoeste, com o objectivo de desmantelar dois clãs mafiosos responsáveis por vários ajustes de contas sangrentos na região de Puglia, segundo a agência Ansa.Mais de uma centena de polícias procederam a detenções e revistas a casas à procura de provas contra uma dezena de pessoas procuradas por envolvimento em tiroteios entre membros dos clãs Rizzo e Capriati, cujos quartéis-generais se localizam na região.Entre Fevereiro e Junho de 2004, Bari foi palco de diversos ajustes de contas a tiros de metralhadora, um dos quais - que ficou conhecido como massacre de San Girolamo - provocou a morte a duas pessoas e ferimentos graves numa outra. Durante outro tiroteio, vários transeuntes foram mortos, entre os quais uma menina de três anos

quarta-feira, 20 de junho de 2007


» Charles "Lucky" Luciano «
Charles "Lucky" Luciano, fundador do sindicato nacional do crime nos anos 30, nasceu na Sicília em 1897. Sua família instalou-se no East Side de New York em 1906, onde foi preso pela primeira vez em 1907. Ganhou o apelido de "Lucky"(sortudo) pois quando jovem apostava em corridas de cavalo, e sempre as ganhava.
Em 1915 Luciano era membro da Gangue dos Cinco Pontos (Five Points gang), onde ele foi instruído por John Torrio, e tornou-se amigo de Al Capone e mais tarde de outros famosos assassinos. Ele começou seu próprio negócio de prostituição em 1920, e em 1925 teve desse modo vasto controle sobre a prostituição em Manhattan onde ele na verdade começou a pegar casas de prostituição para seus negócios. Em 1927 isso tinha tornado Charles "Lucky" Luciano um milionário.
Em 1929, Luciano foi atacado, e ficou ferido. A polícia chegou a pedir a ele quem foram os autores, mas ele não identificou que o tinha atacado, cumprindo com a omertà. Próximo do fim dos anos 20, Luciano estava pronto para escrever suas idéias a respeito do sindicato nacional do crime.
Em 1931, a guerra entre Salvatore Maranzano e Joe "O Chefe" Masseria pelo controle do submundo Nova Iorque enchia de corpos as ruas de Manhattan e do Brooklyn. Luciano estava cansado disso, sabia que a guerra era ruim para os negócios e decidiu acabar com ela, assassinando Masseria, e seu chefe, Maranzano. Com dois golpes astutos, assassinaram Joe Masseria enquanto almoçava em um restaurante. E Salvatore Maranzano, o foi assassinado em seu escritório em Manhattan. Com esses assassinatos, a guerra acabou. Luciano era considerado o "Capi di tutti capi"(Chefe de todos os chefes), o número1 do sindicado que tinha criado. As gangues remanescente foram organizadas em cinco famílias, os Gambino, Lucchese, Colombo, Bonanno, e Genovese, a família que Luciano comandava.
Em 1935 Thomas E. Dewey tinha reunido provas suficientes para prender Luciano. Somavam noventa as provas, entre extorsão e prostituição. Ele pegou de 30 a 50 anos de prisão, mas haviam rumores que as Forças Aliadas na Segunda Guerra Mundial precisavam de ajuda para a invasão da Sicília. Eles contataram Luciano e ofereceram a ele uma proposta.. Se ele não mantivesse contato com seus amigos mafiosos na Sicília, ele poderia ser solto sobre a condição que fosse deportado para a Itália. Luciano aceitou essa proposta, e morou em Roma por um ano. Ele logo ficou insatisfeito com esse modo sua opção estava entre voltar para os EUA ou arranjar uma reunião com Lansky, Siegel, e outros chefes em Cuba. As autoridades americanas souberam da presença de Luciano em Havana, e foi forçado a voltar para a Itália.
Ele começou a escrever memórias, sonhava com um filme sobre a sua vida. Em janeiro de 1962 ele foi para o aeroporto de Nápoles reunir-se com um produtor de cinema americano, no qual estava interessado. Enquanto ele caminhava até o produtor, preparando para dar as mãos, ele agarrou seu tórax e caiu. Morreu em função de um ataque de coração. triste fim camarada

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quarta-feira, 13 de junho de 2007

o inicio de tudo


» John Torrio «

"Johnny" Torrio, às vezes chamado de "o cérebro", nasceu na Itália em 1882. Ele foi para Nova Iorque com sua família. Quando era adolescente, John se tornou um importante sócio de uma das mais poderosas gangues da cidade. Ele também era a cabeça de uma gangue afiliada, a gangue da Rua James. Ele foi visto como frio, cruel e calculado. Em 1912, Torrio moveu sua atenção para os bordéis nas áreas do Brooklyn. De vez em quando, ele ofereceria emprego aos membros da quadrilha - um deles era Alphonse Capone. Johnny também ganhou seqüestrando, extorquindo e outras atividades ilegais. Cada uma de suas façanhas alimentou o sonho de organizar o crime em um grande negócio. Em 1915 Jim Colosimo, deu para Torrio um trabalho de tempo integral nas casas de prostituição de Chicago. Torrio renovou os lugares desprezíveis baratos e vestiu as suas prostitutas como pequenas doçura virgens e atraiu muito mais negócios que antes. Torrio correu tudo eventualmente dos negócios de Colosimo enquanto o Jim Colosimo se sentou e viveu a vida alta nos lucros que o trabalho duro que Torrio produziu. Torrio viu a que o contrabando de bebidas era um grande negócio, então sugeriu para Colosimo. Porém, Colosimo não estava interessado, achava que estava rico o suficiente, e não queria correr mais esse risco. Torrio convocou Al Capone e outros para assumir o império de Colosimo. Frankie Yale foi contratado assassinar Colosimo. Com Jim Colosimo fora de cena, Torrio começou a ganhar com o contrabando.Torrio pensou em unir as numerosas quadrilhas em Chicago. O seu plano era ter o controle das quadrilhas em uma certa área, sem interferência de quadrilhas vizinhas. Cada quadrilha pagaria uma porcentagem de lucros a Torrio. Assim todas as quadrilhas foram chamadas e Torrio lhes contou o plano. A maioria das quadrilhas concordou ao plano de Torrio. Porém, havia alguns que concordaram inicialmente e então quebraram o acordo. Uma destas quadrilhas era conduzida por Dion O'Banion. Houve então a famosa guerra da cerveja. Torrio venceu.Dion O'Banion era muito ambicioso, foi quando tentou persuadir Torrio em questões referentes a uma cervejaria. Torrio chamou mais uma vez Frank Yale de Nova Iorque com Albert Anselmi e John Scalise. Os três tiraram O'Banion em sua floricultura. A quadrilha foi assumida por Hymie Weiss e ele se vingaria do assassinato de O'Banion. Weiss e seus rapazes armaram uma emboscada para Torrio. E duas vezes e em ambas as ocasiões, Torrio teve sorte. Na primeira tentativa, Torrio andou para longe da cena com duas bala no seu chapéu cinza. O seu chofer e cachorro não tiveram a mesma sorte - ambos morreram. A segunda tentativa teve um resultado melhor para Weiss e sua quadrilha. Torrio foi emboscado fora do bloco do seu apartamento em 24/1/1925. Ele foi atingido por quatro balas. Ele estava ferido no estômago, braço e tórax. Lutando contra a morte, Torrio era defendido dia e noite através de um corpo de 30 guardas no hospital. Em março ele se aposentou, deixando a liderança para Al Capone. Torrio tinha 43 anos, era um milionário, que começou nas quadrilhas do Brooklyn e criou um grande império em Chicago. Teve como discípulo o gangster mais famoso do mundo, Al Capone. Sempre buscou fazer acordos, foi o que ele ensinou a Capone. Em abril, 1957, com 75 anos, John Torrio morre de ataque no coração.



Mario Puzo
Autor dos mais famosos livros sobre a Máfia, morreu em 02/07/1999 aos 78 anos.
Obras:
-A guerra suja
-Imigrante feliz
-O poderoso chefão
- O siciliano
-O quarto K
-Os tolos morrem antes
-O último chefão
-Omertà

- Omertà
O último volume da trilogia sobre a Máfia de Mario Puzo. Chegou aos primeiros lugares das principais listas dos mais vendidos nos EUA.
Mario Puzo, antes de morrer, em 1999, deixou pronto o último volume de sua trilogia sobre o crime organizado italiano, que começou com "O Poderoso Chefão", quando Mario Puzo ganhou fama internacional. O autor voltou ao tema em "O Último Chefão".
Tudo começa quando dois assassinos de aluguel matam um poderoso capo da Máfia que, havia anos, estava aposentado. Com a morte do don, seu filho de criação, Astorre Viola, assume os negócios da família e começa a procurar os responsáveis pelo crime. Envolvendo-se com o exército, tiras corruptos, agentes federais, mafiosos e mulheres bonitas, Astorre investiga os interesses envolvidos na morte do don.
Um clássico da literatura policial e um excelente retrato da Máfia. otimo livro!!!

"omertà"

A Lei da Máfia
O valor mais importante do mafioso é a honra. Você tem que confiar no seu guarda-costas, como dizia Al Capone. A regra da Máfia é sempre ficar quieto, e nunca trair seus companheiros. Os que traíram, os famosos "infames" tiveram tristes fins. Todo o mafioso obedece a "OMERTÀ", a famosa lei do silêncio nos confrontos com a justiça. Don Vito Genovese, uma vez disse "Um homem de honra é aquele que vive segundo as regras e, se for necessário, morre por elas".
O verdadeiro homem de honra é aquele que nunca quebras as regras. A Cosa Nostra nasceu e cresceu sob esse ideal, manteve-se viva nesses 300 anos pela honra.
Ser leal aos seus companheiros e obedecer as regras, é o mais importante dentro da Máfia.
Aqui temos um texto, extraído de "A Cozinha da Máfia", onde podemos ver como funcionava a omertà:

"Por que será que as testemunhas se transformam em semi-imbecis diante da corte? Por que se fazem, também, de surdas? Por que dão respostas imprecisas? É por que respeitam l'omertà.
Eis um exemplo: numa populosa rua do Brooklyn, às duas horas da tarde, acontece um tiroteio entre mais ou menos dez pessoas e são disparados não menos que duzentos tiros. Cinco cadáveres estão sobre a calçada. A polícia chega e reúne as testemunhas para interrogá-las.
Polícia- Digam o que vocês sabem sobre o tiroteio
Testemunha- Como? Vocês disseram tiroteio? Onde foi?
Polícia- Eh! Fiquem atentos! Vocês não podem dizer que não ouviram nada. Foram disparados, no mínimo, duzentos tiros. Bem debaixo de seus narizes.
Testemunha- Ah! Vocês estão falando daquele barulho? Vejam, eu pensei que fosse fogos de artifício, ou algo parecido.
Polícia- Algo parecido tem ligação com armas de fogo, não?
Testemunha (espantada)- Armas?!
Polícia Cinco pessoas morreram no tiroteio
Testemunha- (indignada): Assim, sem aviso prévio?!"